Celebrante de casamento se apresenta


Como um celebrante de casamento se apresenta diante da sociedade? Porque essas pessoas dão um passo à frente em defesa dos casamentos, da família e aceitam realizar discursos em cerimônias de casamento?


Como é a construção de um celebrante de casamento, internamente? Já parou pra pensar nisso? Já parou para imaginar a primeira cerimônia que um celebrante realiza, diante dos noivos, da família, naquele momento em que todas as palavras são gravadas e lembradas para sempre.


Será que este indivíduo é destemido? Desprovido de medo? Seu sistema nervoso não o deixa com uma tremedeira nas pernas diante de tal público, em situação tão importante na vida das pessoas?


Sim, o celebrante é um ser humano como qualquer outro e sente o peso da responsabilidade daquilo a que se propõe, marcar o rito cerimonial da formação de uma nova família através das palavras.


Mas como isso acontece? Porque Daniel Santos decidiu ser celebrante de casamento? Qual a história por trás disso tudo?



celebrante de casamento
Daniel Santos numa cerimônia bilíngue


A construção social de um celebrante de casamento


Em 2010 terminei a faculdade e consegui meu primeiro emprego, fui ser vendedor de intercâmbio numa agência muito grande, em Campinas, pois lá estudava na Unicamp.


Isso porque eu tinha feito dois intercâmbio na minha graduação, o ICP - International College Program da Disney em Orlando-FL. E um intercâmbio de graduação na Sorbonne Nouvelle Paris III.


Em 1 ano e meio minhas vendas estavam indo tão bem que me tornei supervisor da loja de intercâmbio, a supervisora anterior pediu demissão então a promoção aconteceu.


Em pouco tempo um amigo da Unicamp me ligou, disse que estava indo para aquela empresa brasileira de mineração, a segunda maior do mundo, para ganhar um ótimo salário e estava me indicando para o cargo dele.


Foi assim que eu fui parar no projeto da APEX Brasil, dentro da ABIMAQ, associação brasileira da indústria de máquinas e equipamentos. Minha nova função era a de analista de relações institucionais.


No período que fiquei lá viajei para Argentina, Chile, Peru, Colômbia, Gana, Quênia, Moçambique e África do Sul. Em todos os países prospectamos potenciais compradores de máquinas e equipamentos brasileiros.


Em 2013 fui convidado por uma indústria associada a ser gerente de vendas, no segmento das empilhadeiras, e lá aprendi muito sobre intralogística, fui duas vezes a trabalho para a Alemanha. E viajei quase todas as capitais do Brasil visitando os representantes da marca.


Ademais, foi nesse período que fazia teatro aos finais de semana, um curso profissionalizante do Teatro Escola Macunaíma, onde participei de 8 peças de teatro, assumindo mais de 10 papéis diferentes, e depois uma peça profissional fora da escola.


Passado algum tempo, as crises de 2015 vieram, o setor sentiu piora e fui desligado da empresa, iniciei um empreendimento cultural, intermediando projetos culturais com grandes empresas, patrocínios via leis de incentivo.


Mas, as coisas não deram tão certo quanto eu imaginava. Em 2017 assumi uma posição em nova fábrica multinacional de empilhadeiras. Mas minha cabeça e meus sonhos estavam em Ubatuba-SP com a Hellen, minha namorada na época e o nosso filhinho que nasceu em março de 2018, o Gabriel Henrique.


Em outubro tomei a grande decisão da minha vida, decidi viver com a minha família, a mulher que eu amo e meu filho, acompanhando ele no seu desenvolvimento diário.


A Hellen, minha companheira, já estava no ramo dos casamentos e várias pessoas me diziam; “poxa, você fala bem, você fez teatro profissional em SP, porque você não se torna celebrante de casamento em Ubatuba? Não temos nenhum por aqui.”


E ouvindo esses conselhos, percebi que toda a minha história, toda a minha preparação, me levou à isso, dei a volta ao mundo para encontrar uma vida simples e humilde, mas cheia de amor e carinho, ao lado do meu filho e esposa.


Proferindo palavras de luz e amor durante as cerimônias de casamento para as quais sou chamado a celebrar o amor e a vida, a formação da nova família.